Palestra para Semcomp 2012: connecting the dots

Como prometido, cá está a apresentação que fiz para a Semcomp 2012 sobre Startups e ecossistema:

Parabéns a galera da infoJr que organizou um evento excelente!

Como Levantar Grana para a sua Startup

Há algum tempo atrás o Bruno compartilhou com o pessoal do cross um infográfico chamado How To Raise Money for Your Startup, que mostrava um passo a passo não simplesmente de como conseguir grana, mas, na verdade, das fases pelas quais usualmente se passa quando se entra nessa jornada de transformar uma ideia em um produto ou serviço de valor.

Nós gostamos muito e o achamos muito informativo, então quis traduzi-lo para torná-lo acessível a mais pessoas. O Beto ajudou criando um novo infográfico para colocar os textos bonitinhos e, finalmente, compartilhamos o resultado, para que possa iluminar o mapa para outras pessoas que estejam começando. Quaisquer comentários sobre a caminhada ou a tradução são muito bem vindos!

Em tempo: o infográfico original foi feito pela Anna Vital e oferecido pela Founders and Founders.

Dia 11: Stop that!

Semana passada definimos alguns pontos chave de nossa nova fase. Recapitulando:

  • Se não tivermos tesão fazendo isso, não serve;
  • O cliente deve ocupar o centro do processo;
  • Estudaremos e aplicaremos ao máximo as técnicas do Lean Startup e outras metodologias associadas;
  • O trabalho é diário.

Tudo certo. Exceto pelo último ponto. Aconteceu que após a primeira semana de experiência percebemos que não é o melhor momento para trabalharmos diariamente num projeto. O grupo está muito disperso em diferentes atividades e uma variação de problemas financeiros assola a todos os integrantes. O caso mais comum é ter pelo menos 2 freelas em aberto, mais o TCC na faculdade e o Vitrine entrando como um quarto projeto. Simplesmente não dá. Resolvemos dar um tempo para que cada um comece a fechar esses projetos pendentes que não são o que nos interessa enquanto futuro para voltar com mais força assim que for possível. 3 meses, 6 meses? Não sabemos.

Enquanto isso, faremos do #crossjoin um laboratório para nos aprimorar tecnicamente, entender mais de negócio e experimentar mais abertamente sem medos e sem compromisso. Seguindo esse espírito, também faremos algumas experiências com o próprio Vitrine.

Dia 1: crossjoin.conf

Momento de reunião geral pra dar início à nova fase. Todos presentes em minha casa e papo antes, durante e depois do almoço. Alinhamos nossas expectativas, rascunhamos nossos horários e fizemos uma salada de fruta com tudo que aprendemos até aqui para criar um processo bacana para essa recomeço. Algumas coisas interessantes que vimos nos últimos dias:

De definido, apenas que ficaremos na linha de comércio eletrônico de varejo. De cara estamos tentando ganhar entendimento sobre o setor, avaliar nichos promi$$ores, estudar concorrentes e entender um pouco mais sobre a psicologia da compra. No momento nos perguntamos: em que mercado podemos entrar e construir um produto de sucesso? Que produto seria esse e pra quem?

Até!

#crossjoin – nova fórmula [ou voltando para o Customer Discovery]

Não é fácil abandonar uma criação e decidir recomeçar. Quando chegamos à idade adulta e enfim nos sentimos técnicos capazes de trazer produtos e soluções ao mundo real, nossa capacidade de pensar de forma independente e ter nossas próprias ideias está tão danificada, desacreditada, que é quase inevitável que role o famoso my precious feelingsE então você decide ir além de ter a ideia e tem a coragem de dar vida a esse pequeno ser, tão frágil e dependente de você, ainda que para isso tenha que desafiar as temíveis leis naturais da sociodinâmica, dedicando o precioso tempo de seus fins de semana para trabalhar em algo que você acredita. Tudo isso muitas vezes nadando contra a correnteza criada pela família, carreira e até mesmo alguns amigos.

Foi nesse contexto que trouxemos o Vitrine Inversa à vida e trabalhamos nele nos últimos 6 meses. E esse blá blá blá todo é pra dizer o quanto é difícil aceitar que não está funcionando e que, sim, nosso tempo e nossa dedicação não trouxeram os resultados esperados e precisamos mudar algo. Ok, ok, fica o aprendizado… (IMVU feelings). Indo por partes, cometemos 2 erros principais.

1 – Pular o Customer Discovery

Que diabos é Lean Startup? A realidade é que é fácil ouvir, ler, assistir palestras e mesmo achar que está sendo Lean. Mas ser Lean de verdade é algo que só vem com o tempo. Com isso não quero dizer que o #crossjoin agora está lá, mas que tiramos alguns véus importantes de nossa frente e esperamos que você não os use para cobrir os seus olhos. O principal deles é que o cliente está no centro do processo. Ame-os ou deixo-os em paz. Se não for assim, não gaste o seu tempo nem o deles.

Sou adepto da argumentação, gritar não é a melhor forma de convencer ninguém. Mas eu li isso tantas vezes e ignorei que decidi experimentar essa técnica milenar (com link pra citação do Paul Graham de brinde):

Entender os clientes é a chave!

Tire algum tempo para refletir sobre isso, 5 minutos que podem lhe poupar meses. Você conhece o seu cliente? Qual problema DELE realmente vale a pena você resolver? Quantos existem como ele? Como ele resolve esse problema atualmente?

Startup = painkiller, not vitamin.

É incrível como agora parece que encontro isso em 80% dos textos sobre startups que paro pra ler. Mas só enxergamos o que estamos aptos pra ver a cada momento, e nada como uma experiência dolorida para nos ensinar alguma coisa de verdade. Só fico triste por não ter falhado mais rápido. Opa, isso é assunto para o segundo erro!

2 – Dedicados quanto?

Para sair do zero, trabalhar nos fins de semana para colocar o MVP do Vitrine Inversa no ar foi uma escolha viável e funcionou bem pra nós. Assim que estávamos muito perto de lançar, sentamos, conversamos e percebemos com clareza que assim que lançássemos, entretanto, precisaríamos de uma outra postura. Mas a clareza às vezes é uma criatura efêmera que se perde entre os ônibus, os cansaços, as contas pra pagar e a falta de resultados (sobre isso vale a pena ler sobre validated learning como medida de progresso para uma startup). E, pouco tempo depois de lançar, voltamos a trabalhar praticamente apenas nos finais de semana de mutirão e o Vitrine andou muito mais lento do que precisava.

Some-se o tempo de afastamento do projeto e o overhead de retomada, a desconexão com os clientes, as variações de ritmos… e o #32 horas, como chamamos os nossos mutirões, mal estava servindo para tapar o sol com a peneira.

Nova fórmula

Dizer a verdade para si mesmo não é uma tarefa fácil. Somos os maiores TROLLS de nós mesmos. Apesar de já estarmos criticando nossa própria velocidade há algum tempo, foi preciso alguém de peso de fora dar uma chacoalhada para decidirmos mudar. O Yuri Gitahy, grande sujeito que conhecemos na Campus Party desse ano, foi o responsável pelo roundhouse kick matador que nos trouxe de volta ao contato com nossas faculdades mentais, bem no momento em que estávamos curtindo nossa alegria de termos organizado e participado do Startup Weekend Salvador, que foi um sucesso. Planeta Terra chamando e nós descendo em queda livre!

Ok, não é como o Eric Ries tendo trabalhado 6 meses full-time na IMVU e descobrindo que quase ninguém queria usar seu produto, mas sentimos o baque. Deixa um vazio enorme decidir pausar o Vitrine Inversa, mas depois de tudo que aprendemos consideramos a atitude mais sensata recomeçar o processo do zero e voltar pro Customer Discovery. Num primeiro momento foi como se o fio sutil que manteve o #crossjoin coeso e conectado por todo esse tempo tivesse se partido e seus membros fossem se afastar à deriva rumo às suas carreiras e suas vidas. Mas então você se dá conta que o melhor do que você construiu esse tempo todo foi a equipe e que é apenas a hora de começar de verdade.

Cabeça no lugar, essa nova fase é marcada por algumas regras:

  • Se não tivermos tesão fazendo isso, não serve;
  • O cliente deve ocupar o centro do processo;
  • Estudaremos e aplicaremos ao máximo as técnicas do Lean Startup e outras metodologias associadas;
  • O trabalho é diário.

Tentaremos mandar ver numas notinhas bem curtas sobre como estamos fazendo as coisas com a maior frequência que for possível e esperamos que tenha alguém aí ouvindo! =]

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